segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Definidas as equipes que participarão do Mundial da FIFA 2012

Estão definidas as sete equipes que participarão do Mundial de Clubes da FIFA, a ser disputado em dezembro.

O adversário do Corinthians na semifinal, dia 12/12/12, sairá do confronto entre o japonês Sanfrecce Hiroshima (campeão do país-sede), o australiano Auckland City (campeão da Oceania) e o egípcio Al Ahly (campeão da África).


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sangue Corinthiano

No último sábado, dia 10 de novembro, foi realizada mais uma edição da campanha Sangue Corinthiano, para doação de sangue.

Para informações sobre a campanha, entre no site www.sanguecorinthiano.com.br



Os corinthianos João Felício Quirino e Éder Menegassi 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Mundial da Fifa 2012

O Corinthians vai pegar o campeão japonês, da Oceania ou o campeão africano nas semifinais do Mundial da FIFA 2012:



http://pt.fifa.com/clubworldcup/index.html

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ruço: um guerreiro, um típico ídolo corintiano

Marcelo Monteiro      


A torcida do Corinthians tem como ídolos jogadores conhecidos pela técnica. Casos de Sócrates, Neto e Marcelinho. Mas a Fiel também idolatra atletas que, se não eram um primor no quesito habilidade, mostravam com a camisa corintiana uma disposição cativante. Casos de Biro-Biro, Taborda, Ezequiel e…Ruço. Campeão paulista em 1977, o ex-meio-campista faleceu neste domingo, aos 63 anos, vítima de um AVC.
Carioca, nascido em 3 de junho de 1949, José Carlos dos Santos chegou ao Parque São Jorge em 1975, contratado junto ao Madureira. Estreou em 1º de fevereiro, contra o San Lorenzo (Argentina), em duelo pela Copa São Paulo. Vitória corintiana por 1 a 0.
Em 5 de novembro de 76, entrou para a história do Corinthians em uma das partidas mais marcantes da centenária trajetória do Alvinegro. Coube a ele, que tinha a média de um gol a cada dez jogos (22 em 201 jogos pelo clube), a honra de balançar a rede na partida contra o Fluminense, na semifinal do Campeonato Brasileiro. Quando um número estimado de 70 mil corintianos ocupou o Maracanã, dividindo as arquibancadas com os tricolores. O jogo que entrou para a história como a “Invasão corintiana”.
E, em um jogo especial, o gol também foi especial. Um gol de meia-bicicleta. O volante comemorou no seu estilo: mandando beijos para a torcida. Comemoração que lhe valeu o apelido de “beijinho doce”. E, após o empate de 1 a 1 no tempo normal, ainda converteu sua cobrança na disputa de pênaltis, sendo decisivo para a equipe chegar à decisão contra o Internacional.

sábado, 4 de agosto de 2012

É o amor que floresce de criança

Éder Menegassi


Herdar o time de coração do pai é coisa incerta, ainda que verifiquemos o fenômeno ocorrendo às  pencas mundo afora. Mas essa é matéria obscura, primeiro porque a escolha pelo time que se vai torcer nem sempre vem do coração, há fatores externos que influenciam e muito. Segundo porque, se vem do coração, não teria que se falar em escolha; saltaria aos olhos tal qual o sorriso da mãe, a cor dos olhos da avó, ou seja, seguiria as feições determinadas pela genética.

Para não privilegiar a Teoria da Evolução das Espécies e, assim, evitar polemizar sobre a eterna dicotômica criação do universo, eu diria que todo torcedor deveria nascer fadado a se dedicar ao time que lhe coube à graça divina, inclusive Ele. Deus é Fiel. É nóis, mano.

Luquinhas tem 6 anos e essa decisão parece iminente. Por influência da avó materna ele se disse são paulino por algum tempo, coisa que, claro, nunca me arrancou um sorriso mas que contra a qual eu nunca lutei, justamente por acreditar no que acabei de dizer acima. Quando amigos e familiares, numa tentativa infrutífera de me fazer aceitar contrariado essa situação, pensava comigo mesmo: quero um  corinthiano legítimo, então, se ele for mesmo corinthiano, isso vai passar, é coisa de criança.
Qual não foi minha surpresa, certo dia em meados de junho, na semana do jogo contra o Santos, quando o pequeno se dirigiu a mim e afirmou, "pai, agora eu sou corinthiano". Foi o gol mais lindo do Corinthians. Comemorei como se estivesse no estádio e enfrentássemos um jejum de 23 anos sem títulos.

Eu, que até então havia marcado presença em todos os jogos do Coringão no Paca, pela Libertadores, decidi imediatamente que o próximo jogo assistiria ao lado dele. E assim o fiz. No final, vaga garantida. Ele viu um Corinthians guerreiro. Ele não viu motivo algum para torcer pelo Santos de Neymar. Ele viu um bairro em festa. Ele se viu feliz por ser corinthiano.

A decisão dele veio antes do título. Com a taça na mão, ele se sentiu um pouco mais feliz. Ele se sentiu orgulhoso.

O título da Libertadores não é a maior conquista de todos os tempos. O rebaixamento não é a maior derrota. Sua maior conquista é ser Corinthians, sua maior derrota seria(á) negá-lo. Sob qualquer aspecto, sob qualquer circunstância.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Apito sinfônico

Antero Greco




A zoeira na cabeça não passou. Ainda estou com os ouvidos zunindo por causa dos rojões, do buzinaço e dos “Vai, Corinthians!” que vararam a madrugada de ontem. Pra ser exato, escrevo esta crônica no fim da tarde… e não é que tem foguetório e fom-fom-fom por aí? Nem se trata de congestionamento; é de festa corintiana mesmo. Por sinal, muito justa.

Vi e revi os melhores momentos do jogo com o Boca, já sei de cor e salteado todos os movimentos dos dois gols do Emerson, li tudo quanto é coluna de jornal, blogs e comentários postados nas redes sociais. Estou por dentro dessa final especial da Taça Libertadores e imagino como objetos que fizeram parte do jogo épico vão se transformar em peças de história e museu. Muitos que estiveram no Pacaembu provavelmente guardarão algo como lembrança.

Sabe o que valeria a pena ter como símbolo dessa noite de quarta-feira dos milagres? O apito. Sim, senhor, a latinha assoprada por Wilmar Roldán talvez seja de origem ignorada, pode ter sido produzida no interior da China, de material vagabundo. Não importa. Ela fez ecoar o som mais lindo da vida de muito alvinegro. O colombiano não tem ideia do valor do gesto rotineiro de soltar o ar dentro daquela caixinha de repercussão, naquele momento, naquele lugar.

O prrrriiiiii! que se fez ouvir no Pacaembu, por volta das 23 e lá vai fumaça do 4 de julho de 2012 teve o impacto de uma sinfonia de Beethoven, uma cantata de Bach, uma sonata de Mozart. O som estridente valeu por uma orquestra de câmara. Não, não, é pouco. Foi o equivalente a uma filarmônica, daquelas grandiosas, de Berlim, Londres, Viena. E o regente foi o latino Roldán, elevado a um Von Karajan dos gramados.

Se pudesse, não pegaria a camisa de algum jogador, nem a bola do jogo, muito menos a rede do gol do tobogã. Entrava no campo, ajoelharia diante do árbitro e lhe imploraria ter o apito como souvenir. Pagaria o que pedisse. Se não fosse convincente, arrancava da mão dele, saía correndo, saltava o alambrado e saía assoprando noite adentro. Por questão de consciência, tentaria encontrar o endereço do juiz e mandaria uma cópia de prata, de ouro, de diamante!

Esse apito ficaria num pedestal, dentro de uma redoma e com sistema de alarme em volta. Proibida qualquer aproximação mais atrevida. Visitas seriam permitidas, só para dividir com amigos e parentes o orgulho de ter recordação mais preciosa do dia em que o Corinthians ganhou a América. Com uma ressalva: ninguém botaria a mão no apito. Só deveria ser cobiçado, a distância segura, e nada além disso.

Mas, em ocasiões especiais – quem sabe no fim do ano, após a vitória sobre o Chelsea, no Japão? -, sairia de lá para ser lustrado e, num gesto de carinho, levaria um soprinho de leve. Dengosamente, soaria o prriii bem suave, manhoso, que traria de volta a explosão de alegria ensurdecedora de uma linda noite de inverno.

Daí, assopraria um monte de vezes, sem parar, com as mãos regendo uma sinfônica imaginária. Os vizinhos, só os corintianos, entenderiam e aplaudiriam. Com lágrimas nos olhos. E com inveja do dono do apito.


Publicado em O Estado de S.Paulo, em 06/07/2012.

Explosão popular

Eduardo Maluf


Cinthia Inoue é advogada, tem 32 anos, não perde jogo do Corinthians por quase nada. Anteontem, esteve no Pacaembu para ver de perto o momento mais importante da história de sua equipe. Embora descendente de japoneses, nunca foi à Ásia. Agora providencia o passaporte para assistir de camarote ao desfile corintiano no Mundial de dezembro. O "Timão" lhe dá o empurrão que faltava para ir atrás de algo em que nunca havia pensado mais seriamente: conhecer sua origem, a terra dos avós, bisavós...
A jovem apaixonada por futebol e pelo Alvinegro simboliza o poder desse jogo e a força do clube radicado no Parque São Jorge, mas seguido por gente de todas as partes do País. Poucas vezes na vida eu havia acompanhado manifestação popular tão grande como a dos últimos dias em São Paulo. Amigos e familiares corintianos se reuniram em casas, bares e restaurantes para torcer pelo inédito título da Libertadores. Amigos e familiares não-corintianos se juntaram para torcer contra. Até quem não enxerga muita graça nisso tudo ligou a TV, e a Globo alcançou audiência das mais expressivas.
O futebol é o mais emocionante e popular esporte do planeta por ser o menos lógico entre todos. Ou o leitor imaginaria que um goleiro desconhecido até outro dia seria um dos heróis do triunfo? Que um baixinho vindo do Bragantino há poucas semanas faria um gol incrivelmente decisivo no estádio mais famoso da América do Sul em plena final da competição? Que um dos resultados mais importantes para o título continental seria justamente uma derrota marcante?
Que derrota, se o Corinthians foi campeão invicto? O tropeço contra a Ponte Preta, nas quartas de final do Paulistão, no Pacaembu, abriu o caminho para a glória. Livrar-se desse campeonato de segunda linha (involuntariamente, é verdade) ajudou o time a concentrar a atenção apenas na Libertadores. O Santos ganhou o Estadual (que nada acrescentou à sua história), comemorou demais, perdeu o foco e caiu na disputa que de fato tinha valor.
O Corinthians não dá espetáculo. Mas joga com humildade, os jogadores são solidários em campo, a equipe tem organização tática e a defesa dá aula de seriedade. Santos e Vélez, para mim, eram os times com mais potencial técnico da Libertadores. Não foram, contudo, capazes de comprovar a força na prática. A taça acabou no Parque São Jorge com justiça. E, agora, essa história de clube regional chega ao fim. O Corinthians é também internacional.
Desde o ano passado, quando se encaminhou para o título brasileiro, tenho dito que a equipe só conta com um craque, e não dentro de campo. Tite é o principal nome do clube. Muitos discordam, alegam que o treinador implantou futebol exclusivamente de resultados. Com o elenco que tem nas mãos, fez o que poderia, extraiu o máximo de cada atleta. Mais do que isso seria impossível. Se eu fosse o presidente do Corinthians, mandaria fazer uma estátua para Tite no Parque São Jorge.

Publicado em O Estado de S.Paulo, em 06/07/2012.